BIMI, MTA-STS e TLS-RPT: o que são e quando valem a pena
BIMI mostra o logo da marca na caixa de entrada; MTA-STS e TLS-RPT protegem e monitoram a criptografia do e-mail que você recebe. Veja os pré-requisitos e por onde começar.
Com SPF, DKIM e DMARC em ordem, sobram três siglas que aparecem cada vez mais em conversas sobre e-mail: BIMI, MTA-STS e TLS-RPT. Nenhuma delas é requisito para entregar, mas cada uma resolve um problema específico. Este guia explica o que são, o que exigem e quando vale a pena o esforço.
BIMI: o logo da marca na caixa de entrada
BIMI (Brand Indicators for Message Identification) permite que provedores compatíveis mostrem o logo da sua marca ao lado das mensagens autenticadas. O Gmail e o Apple Mail estão entre os que exibem, cada um com as próprias regras.
Pré-requisitos
- DMARC em modo de proteção:
p=quarantineoup=reject, aplicado a 100% das mensagens (sempctmenor que 100) e semsp=nonepara subdomínios. Comp=none, o BIMI é ignorado. Veja o guia de DMARC para chegar lá com segurança. - Logo em SVG no perfil "Tiny Portable/Secure" (SVG Tiny P/S), um formato restrito de SVG, quadrado e publicado em HTTPS.
- Certificado de marca, para os provedores que exigem:
- VMC (Verified Mark Certificate): exige marca registrada. No Gmail, mostra o logo e o selo de remetente verificado.
- CMC (Common Mark Certificate): não exige registro de marca, mas pede comprovação de que o logo já é usado publicamente pela empresa. No Gmail, mostra o logo sem o selo.
- Boa reputação: mesmo com tudo configurado, cada provedor decide se exibe o logo.
O registro
Tipo: TXT
Nome: default._bimi
Valor: v=BIMI1; l=https://seudominio.com/bimi/logo.svg; a=https://seudominio.com/bimi/certificado.pem
l= aponta para o logo e a= para o certificado (VMC ou CMC).
Vale a pena?
Para marcas com volume relevante de e-mail para consumidores, sim: o logo reforça o reconhecimento e dificulta a vida de quem tenta se passar pela marca. Para quem ainda está em p=none, o BIMI é o incentivo para completar o DMARC, que é o ganho de verdade.
MTA-STS: TLS obrigatório para quem entrega no seu domínio
Por padrão, a criptografia entre servidores de e-mail é oportunista: se alguém no meio do caminho remover a oferta de TLS, a mensagem pode seguir sem criptografia. O MTA-STS (RFC 8461) permite que o seu domínio diga aos servidores que enviam para você: "só entregue aqui com TLS e com um certificado válido para estes MX".
Ou seja, ele protege o e-mail que você recebe. Não muda a entrega das mensagens que você envia.
Como publicar
São duas partes. Um registro TXT que anuncia a política:
Tipo: TXT
Nome: _mta-sts
Valor: v=STSv1; id=20261105
E um arquivo de política em https://mta-sts.seudominio.com/.well-known/mta-sts.txt:
version: STSv1
mode: testing
mx: mail.seudominio.com
max_age: 86400
mode:testing(só reporta falhas),enforce(recusa entregas sem TLS válido) ounone(desativa).mx: os servidores MX aceitos, um por linha. Aceita curinga, como*.seudominio.com.max_age: por quantos segundos os remetentes guardam a política em cache.id(no TXT): mude o valor sempre que alterar o arquivo, para os remetentes buscarem a versão nova.
Pré-requisitos: todos os MX com certificado TLS válido para o próprio hostname, e o subdomínio mta-sts servindo o arquivo em HTTPS, também com certificado válido. Comece em testing e só passe para enforce depois de ler os relatórios do TLS-RPT.
TLS-RPT: relatórios de falha de TLS
O TLS-RPT (RFC 8460) é o complemento: os servidores que entregam no seu domínio mandam relatórios diários dizendo quantas conexões negociaram TLS com sucesso e quais falharam, e por quê.
Tipo: TXT
Nome: _smtp._tls
Valor: v=TLSRPTv1; rua=mailto:tls-reports@seudominio.com
É o mais simples dos três: um registro só, sem pré-requisitos. Vale publicar mesmo sem MTA-STS, para descobrir certificados vencidos ou MX mal configurados antes que virem problema.
E o DANE?
O DANE para SMTP resolve o mesmo problema do MTA-STS usando registros TLSA publicados no DNS. Ele exige DNSSEC no seu domínio. Se o seu DNS já tem DNSSEC, é uma alternativa ou um complemento ao MTA-STS.
Por onde começar
- TLS-RPT: cinco minutos de DNS, só traz informação.
- MTA-STS em
testing: quando você controla os certificados dos seus MX. - BIMI: depois que o DMARC estiver em
quarantineourejecthá algum tempo, sem surpresas nos relatórios.
Nenhum dos três substitui o básico. Se o Rapid Cloud MailTester ainda aponta problemas de SPF, DKIM, DMARC ou DNS reverso, resolva esses primeiro.
Na Rapid Cloud: a hospedagem de sites e a revenda incluem SMTP dedicado e AntiSPAM SPFBL. Para dúvidas sobre os registros DNS do seu domínio, abra um chamado na Central do Cliente e fale com o suporte. E teste a sua mensagem no MailTester para ver como anda a autenticação.
Perguntas frequentes
O que é BIMI?
O que o BIMI exige?
MTA-STS melhora a entrega dos e-mails que eu envio?
O que é TLS-RPT?
Por qual dos três começar?
Próximo passo
Valide sua configuração com uma mensagem real
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